Uma publicação da Plau
  • Tipografia, Estudo de caso
  • 18 de jun. de 2026

Guia tipográfico da Copa do Mundo

O maior espetáculo tipográfico do planeta parece que tem um pouco de futebol no meio também

Gostar de futebol é o menor requisito para se envolver com a Copa do Mundo. Ela gera assunto para qualquer pessoa interessada em qualquer coisa. A Copa pode ser observada por perspectivas sociais, econômicas, políticas, artísticas e tantas outras que escapam ao campo e bola.

O design é um desses assuntos possíveis. Ele é uma espécie de camisa 8 da Copa do Mundo: discreto para alguns, mas fundamental para o jogo acontecer. Existe até uma espécie de Copa paralela – ou uma Copa antes da Copa – responsável por moldar parte das expectativas em torno do torneio. A FIFA anuncia logotipos, identidades visuais e cartazes anos antes da competição. As fornecedoras esportivas revelam uniformes meses antes da estreia. O imaginário da Copa começa a ser construído muito antes do apito inicial.

Logotipo de linguagem gráfica da Copa do Mundo 2026: todos os elementos partem dos numerais 2 e 6.

Por falar em imaginário, a tipografia tem um papel importante na forma como visualizamos e até lembramos de uma Copa do Mundo. Alguns craques carregam para sempre a marca da fonte que estampava seus nomes e números nas costas. As letras também ajudam a definir a atmosfera visual de cada época.

Ainda assim, esse costuma ser um assunto pouco comentado durante a Copa, embora venha recebendo (timidamente) cada vez mais atenção.

Enquanto publicamos este guia, a primeira rodada da Copa do Mundo chega ao fim. Isso significa que todas as tipografias já passaram pelo teste mais importante: apareceram em campo. E isso é crucial para analisá-las. Afinal, se contexto é tudo em tipografia, ele é ainda mais importante para fontes desenhadas para serem vistas à distância, em movimento e sob as mais variadas condições de visualização.

O branding oficial da Copa de 2026 sem dúvida merece uma análise própria, mas hoje vamos nos concentrar apenas nas tipografias das camisas das seleções.

Um jogo de marcas

É muito mais divertido pensar na Copa do Mundo como uma grande festa das nações, em que cada país leva sua cultura para o campo e representa seu povo diante do mundo. Inclusive, nós criamos a iniciativa Tipos da Copa justamente para celebrar esse potencial do evento (entenda aqui).

O workshop "Tipos da Copa" foi ministrado em três edições diferentes ministradas em 2026 (Barcelona | Stanford | Niterói)

Na prática, porém, as principais decisões visuais passam pelas fornecedoras esportivas. As tipografias das camisas são resultado das estratégias adotadas por cada marca. Algumas preferem utilizar um único sistema tipográfico para todas as seleções patrocinadas; outras investem em projetos personalizados. Muitas vezes, o desenho das letras diz mais sobre a identidade da marca do que sobre a identidade do país que veste a camisa. Mas isso não quer dizer que não sejam projetos interessantes.

A distribuição das marcas na Copa de 2026 é a seguinte: a Adidas lidera com 14 seleções patrocinadas; a Nike aparece logo atrás com 12; e a Puma com 11. Kelme patrocina duas equipes, enquanto Umbro, Reebok, Kappa, Marathon, Capelli Sport, Jako, Saeta, Majid e 7Saber aparecem com apenas uma seleção cada.

Vale observar que nenhuma dessas empresas divulga informações detalhadas sobre os designers responsáveis pelas tipografias ou os conceitos que orientaram seus projetos. Por isso, a análise que segue é baseada em opinião sobre o que as fontes comunicam visualmente e a conexão dela com as marcas, os uniformes e os países.

Adidas

Algumas características acompanham o trabalho da Adidas no futebol há décadas, e elas ajudam a explicar as tipografias que a marca levou para a Copa deste ano. Seu design de uniformes é tradicionalmente “maximalista”, por assim dizer; a empresa também é responsável pela bola oficial do torneio; e, por fim, embora as camisas não sigam um template único, as tipografias costumam seguir. Essas três características ajudam a entender boa parte da estratégia da marca.

A bola pode parecer um detalhe, mas talvez seja uma das peças mais importantes desse quebra-cabeça. Para a Adidas, faz sentido criar pontos de contato entre bola e uniformes, reforçando sua posição não apenas como patrocinadora de algumas seleções, mas como fornecedora oficial da Copa do Mundo. Em outras palavras, a marca busca se apresentar como uma espécie de identidade visual do próprio torneio.

Sob essa perspectiva, faz sentido que as seleções patrocinadas não recebam expressões tipográficas muito individualizadas. O protagonismo é da marca. E mesmo os uniformes já possuem um elemento unificador: as três listras. A Adidas não precisa de um template único para as camisas porque já tem esse sistema visual muito reconhecível.

Voltando à tipografia, a Copa de 2010 foi um exemplo particularmente esclarecedor. A tipografia das camisas não apenas era a mesma utilizada na comunicação da bola oficial, como foi desenhada diretamente a partir dela. A fonte, chamada Unity, foi criada pelo brasileiro Yomar Augusto para a agência 180 Amsterdam e derivava suas formas da própria Jabulani.

Na Copa do Mundo de 2010, a tipografia Unity usava os motes de triângulos arredondados da Jabulani para conectar uniformes e bola.

Em 2026, a fórmula parece se manter. Embora a associação seja mais sutil, vemos uma clara equivalência entre a bola Trionda e a construção da tipografia: um desenho bold, de cantos arredondados e traços orientados por diagonais.

O peso e as terminais da letras e números nas camisas da Adidas lembram o ritmo da Trionda, bola oficial da Copa.

A fonte parte de uma proposta interessante e produz alguns layouts bastante marcantes, mas também apresenta fragilidades evidentes. Entre as letras, o “M” (de Messi) é um dos casos mais problemáticos. A letra é excessivamente larga e sua contraforma destoa do restante do alfabeto. Além disso, o traço central foi encaixado de forma pouco integrada. Como a fonte já parte da ideia das diagonais, me pareceria natural utilizá-las também no topo da letra, integrando melhor o traço central ao restante da construção e equilibrando os espaços internos.

Nos números, as diagonais também funcionam melhor em alguns casos do que em outros. O “6” (imagem abaixo), por exemplo, sofre com um corte excessivamente abrupto. Um ângulo menos agressivo talvez produzisse uma solução mais elegante.

Os ink traps (as entradas presentes nos números) seguem a mesma lógica. Em alguns caracteres, reforçam a personalidade do sistema. Em outros, parecem artificiais. No próprio “1”, por exemplo, ele não precisaria existir, já que não tem uma sobreposição de traços, como em outros números.

A novidade para 2026 é que a Adidas tem não uma, mas duas fontes para seus uniformes. As camisas reservas das seleções ganharam uma tipografia própria. Aqui, a marca aponta para uma linguagem mais clássica, recuperando o uso de inline e composições tridimensionais nos números, recursos que marcaram diversos uniformes da sua história.

Além de trazer uma variedade bem-vinda para a competição, a escolha faz bastante sentido. Os segundos uniformes carregam o logotipo Adidas Originals, indicando que se trata da linha “legado” da marca. Para o negócio, a decisão também parece inteligente: passa a fazer mais sentido para os torcedores possuir as duas camisas de uma mesma seleção, já que cada uma oferece um sistema gráfico distinto.

Veja como, aqui, o “M” é melhor resolvido do que na fonte da camisa titular.

Vários uniformes icônicos da Adidas partiram de construções semelhantes para seus numerais:

Uniforme da França na Copa do Mundo de 1998.

Nem todas as seleções dessa linha utilizam exatamente a mesma fonte, mas compartilham esqueletos bastante próximos.

No caso da Espanha, o inline tem um tratamento diferente, os numerais não usam o efeito 3D e as letras têm uma fonte própria, menos expressiva.

Não é à toa que a Adidas tenha se tornado a queridinha dos colecionadores de camisas: ela consegue ter uniformes muito marcantes, que conseguem posicionar, ao mesmo tempo, a marca e as seleções nacionais com muita expressividade dos dois lados, usando bem a tipografia no mesmo tom bold e icônico.

Nike

Em outras Copas, a Nike costumava ser criticada por utilizar praticamente o mesmo desenho para todas as suas seleções, variando apenas as cores. Agora, a marca parece viver um momento diferente, investindo mais na customização. Algumas equipes ainda compartilham a estrutura do uniforme (como Brasil e Inglaterra), mas a repetição já não é a regra e certamente não se estende às tipografias.

As mangas parecem seguir uma lógica construtiva comum, mas o conjunto dos uniformes transmite uma identidade própria para a maioria das seleções. Mais do que um template aplicado em série, a impressão é de um sistema flexível, capaz de acomodar diferentes narrativas nacionais.

Como a Nike patrocina muitas equipes nesta Copa, vamos escolher alguns casos para comentar.

Noruega

Talvez pareça estranho começar esta análise pela Noruega, mas a verdade é que a fonte da seleção nórdica já se tornou a queridinha dos torcedores, chamando atenção até do ator Matthew McConaughey.

“Impossível não amar a fonte na camisa norueguesa”

O motivo para tanta admiração é simples: a fonte é realmente única, chama atenção e estabelece uma conexão clara com a identidade do país. Os caracteres são inspirados nas runas, sistemas de escrita antigos e medievais do norte da Europa. Por terem surgido em suportes como madeira, osso e pedra, os alfabetos rúnicos são marcados por letras com poucas curvas e predominância de traços retos, característica que a Nike reproduziu no uniforme norueguês.

O que mais gosto nesse projeto é que ele executa muito bem uma ideia que já foi tentada inúmeras vezes. A construção tipográfica baseada exclusivamente em traços retos não é incomum no futebol, embora a inspiração direta nas runas seja, de fato, única.

O problema é que esse tipo de exercício frequentemente produz alfabetos limitados pelas próprias regras. Parece fácil desenhar uma fonte sem curvas, mas o ângulo, a posição e até a modulação dos traços precisam ser calculados com extremo cuidado. Note que os traços do uniforme norueguês não são perfeitamente retos, mas levemente côncavos. É justamente esse tipo de decisão que permite equilibrar legibilidade e expressividade em um desenho particularmente difícil. A prova disso é que a própria Noruega já tentou algo semelhante antes, sem alcançar o mesmo resultado.

No uniforme de 2024, a inspiração nas runas não funcionou tão bem. O ângulo das diagonais foi muito fechado e a composição das letras dificultava a leitura.

Acho que o sucesso do uniforme de 2026 pode ser explicado pelo que chamo de um “clichê do bem”. Embora normalmente pensemos nos clichês como algo negativo no design, eles muitas vezes cumprem uma função importante. Especialmente em projetos tão massificados quanto um uniforme de Copa do Mundo, visto por bilhões de pessoas. Para um público dessa escala, ter um conceito simples e imediatamente identificável é um golaço.

No caso da Noruega, associar o país à cultura viking não deixa de ser um clichê. Mas é um clichê bem utilizado, explorado com inteligência e sem cair na obviedade preguiçosa.

França

Se o clichê cultural pode funcionar bem na tipografia dos uniformes, uma fonte que não tenta estabelecer uma conexão evidente com a cultura do país também não é necessariamente ruim. É o caso da França, que, aliás, na Copa do Mundo, é a fonte favorita deste autor que vos escreve.

Os uniformes franceses claramente têm uma ambição maior de se aproximar da moda do que os de outras seleções, algo evidente na gola polo, na modelagem refinada e na padronagem elegante.

Em 2026, a Nike e a seleção francesa colaboraram com a Jacquemus para produzir uma linha alternativa de roupas da seleção, reforçando essa posição da França como uma marca capaz de escapar do futebol e se tornar também um ícone de lifestyle.

A fonte da camisa francesa compõe muito bem esse contexto. Ela não tenta carregar marcadores simbólicos óbvios: basta ser elegante, clara e bem integrada ao uniforme.

O desenho tem personalidade, não depende de detalhes exagerados para funcionar e sua construção levemente inclinada transmite uma sensação de velocidade. A sombra dourada nos caracteres também é bastante sutil, mas funciona bem, sem atrapalhar o conjunto da composição.

A fonte da camisa reserva é diferente, mas também não fica atrás. O inline dos números cria um efeito de diamante e pareia muito bem com a fonte das letras: condensada, vertical, esportiva e bastante legível.

Brasil

Não é muito fácil entender o que a Nike pretendia comunicar com a tipografia da seleção brasileira (o que, convenhamos, não chega a ser uma novidade). Podemos especular que exista alguma tentativa de dialogar com a estética fragmentada do pixo, caminho que a marca já explorou em outras ocasiões.

Independentemente da referência, o resultado me parece pouco convincente. A construção é irregular e transmite uma sensação constante de instabilidade. As curvas são abruptas, os cortes nem sempre seguem a mesma lógica e a relação entre os caracteres parece inconsistente.

Tudo indica que o sistema parte de um vocabulário baseado em triângulos com um dos vértices suavizado por curvas. O problema é que essa ideia nem sempre se resolve bem. O “2”, por exemplo, aproxima-se perigosamente de um “Z”. Letras como “E” e “F” destoam do resto, enquanto outras sofrem com desequilíbrios de peso. O “M” é um bom exemplo: seu topo parece excessivamente pesado em relação ao restante da construção.

O resultado é uma fonte que chama atenção, mas não necessariamente pelas razões certas. Há uma ideia presente, mas ela parece chegar ao uniforme sem o refinamento necessário para se transformar em um sistema tipográfico realmente consistente.

Puma

Em participação de mercado, a Puma está firmemente instalada na terceira posição entre as grandes fornecedoras esportivas. Talvez não consiga rivalizar com Nike e Adidas na preferência da maior parte do público, mas, quando o assunto é design e Copa do Mundo, a marca quase sempre entrega projetos interessantes. Em 2026, essa tradição se mantém, embora eu ache que a tipografia deste ano tenha ficado um pouco aquém da ousadia pela qual a Puma costuma ser lembrada.

A maior parte das seleções patrocinadas pela marca utiliza a mesma fonte. A exceção é Portugal, tratado como uma espécie de flagship da empresa desde a assinatura do contrato com a seleção portuguesa, no final de 2024.

Gosto da fonte padrão que a Puma levou para esta Copa, mas ela parece ter menos personalidade do que estamos acostumados a ver da marca. Qualquer fã de Copa do Mundo deve se lembrar de uniformes icônicos da Puma (especialmente os das seleções africanas), conhecidos por inovar tanto nas padronagens quanto nas próprias modelagens.

Em 2026, os uniformes parecem mais contidos, e a tipografia acompanha esse movimento. A fonte é bem desenhada, legível e funciona adequadamente na camisa, mas remete a algo próximo de um “estilo Adidas” genérico, especialmente pelo uso de efeitos tridimensionais nos numerais.

O mais curioso é que a própria Puma parece demonstrar certa hesitação em relação a essa linguagem. O efeito tridimensional não aparece nos números aplicados na frente da camisa, apenas nas costas, como se a marca não estivesse totalmente convencida da força da solução.

Portugal

A seleção portuguesa recebeu um tratamento especial da Puma, ganhando uma campanha de lançamento separada das demais equipes patrocinadas pela marca. Além de ser a seleção mais relevante do portfólio da empresa, Portugal chega a esta Copa (finalmente) como uma das favoritas ao título. Soma-se a isso o fato de que esta deve ser a última Copa do Mundo de Cristiano Ronaldo. Há motivos de sobra para justificar o investimento da Puma nessa seleção.

Os uniformes são inspirados na tradição marítima do país, com padrões baseados em ondas e outros elementos náuticos.

A tipografia segue o mesmo conceito e tem como característica mais marcante seus traços ondulados. A ideia é interessante, mas a execução não chega ao mesmo nível da proposta. A ondulação deixa as letras trêmulas e instáveis; as conexões entre os traços parecem pouco refinadas; e o fato de alguns deles começarem em curvas e terminarem em pontas cria um efeito visual estranho, quase como um topete aplicado aos caracteres.

Se a Noruega mostra como um clichê cultural pode ser transformado em uma linguagem tipográfica interessante, Portugal ilustra o risco contrário. A inspiração marítima é imediatamente reconhecível, mas parece ter sido transportada para a fonte de forma literal demais.

Nesse caso, creio que faltou capacidade de abstração ao projeto. Para remeter ao mar, não é necessário desenhar ondas literalmente. A inspiração poderia ser mais indireta. Uma alternativa interessante seria explorar tradições de lettering associadas ao universo marítimo: inscrições em embarcações, pintura naval ou outros repertórios gráficos historicamente ligados ao mar. O resultado provavelmente homenagearia a cultura portuguesa da mesma forma, mas sem comprometer o desenho da fonte.

Como em toda Copa do Mundo, algumas seleções encantam o mundo, outras apenas compõem o cenário; alguns projetos brilham, outros deixam a desejar; algumas fontes são excelentes, outras nem tanto. Faz parte do jogo. Melhor que as marcas errem tentando criar algo interessante do que recorram a soluções genéricas retiradas da prateleira.

Ainda assim, acredito que existe um longo caminho a percorrer quando o assunto é a atenção dedicada à tipografia. E isso vale para todo o processo, não apenas para o desenho final das fontes.

Não tenho dúvidas de que alguns dos melhores designers do mundo trabalham para essas empresas. Mas tipografia é uma especialidade própria, e nem todo designer gráfico, de produto ou de estampas recebe formação suficiente para lidar com esse tipo de projeto. Talvez isso explique por que ainda vemos soluções tão irregulares em um espaço de tanto destaque.

Existem casos, com número que cresce aos poucos, de type designers contratados especificamente para desenvolver fontes para uniformes esportivos. Ainda assim, continuam sendo exceções.

A questão, porém, vai além do desenho. Ela também passa pela forma como esses projetos são comunicados. É curioso que as marcas raramente falem sobre suas tipografias. Justamente elas, especialistas em transformar cada detalhe de um produto em narrativa e valor percebido. Tecidos, costuras, tecnologias de ventilação e acabamentos frequentemente ganham campanhas inteiras. Por que não as letras e os números, que são alguns dos elementos mais visíveis de uma camisa?

Tentamos entrar em contato com as equipes das marcas comentadas neste texto, mas não obtivemos resposta. Quem sabe o nosso guia da Copa do Mundo de 2030 não venha acompanhado de mais informações sobre os processos, conceitos e profissionais envolvidos nesses projetos.

Mas sem pressa. Afinal, ainda nos resta saborear a Copa atual, que, aliás, está boa demais.

Fontes utilizadas nessa página
  • Vinila Regular
  • Guanabara Display Condensed
  • Dupincel S Regular
  • Odisseia Regular
Artigo escrito por

Valter Costa

Valter Costa é pesquisador e designer. Ele dirige 
o conteúdo da Plau, sendo o responsável principal por todas as entregas que envolvam a produção de textos no estúdio. Se dedica especialmente ao Entrelinha, publicação de conteúdo da Plau, para 
o qual escreve semanalmente.