Uma publicação da Plau
  • , Estudo de caso
  • 25 de mar. de 2026

Como a Plau chegou até aqui

Contamos tudo no podcast da Printi, o Frente Verso

Fui convidado para o primeiro episódio do Frente Verso, o podcast da Printi, e aproveitei para contar uma história que raramente conto de forma linear: como a Plau chegou até aqui. Comecei pela parte que sempre surpreende as pessoas: que eu me formei em administração. Não é uma curiosidade à toa. Foi justamente essa formação que me fez entender, lá atrás, que antes de vender fontes eu precisava educar o mercado sobre tipografia. Elevar a categoria como um todo primeiro. É uma lógica que aprendi na faculdade e que aplico até hoje.

Mas, antes de falar sobre o restante dos temas, preciso comentar como foi legal participar desse podcast. Já era um dia especial, porque a Plau estava em São Paulo para o DiaTipo, o maior evento de tipografia do Brasil. Mais especial ainda porque ministramos um workshop na sede da Printi, com uma estrutura incrível. Para fechar com chave de ouro, fui o primeiríssimo convidado da nova iniciativa da Printi, empresa que sempre admirei, da qual já fui cliente e agora sou parceiro. Sem contar a mega produção do podcast, com cenário, iluminação, filmagem e edição impecáveis (que até valorizaram minhas respostas!).

Fui entrevistado pelo Thiago Leon Marti, head de branding da Printi, que desde 2025 se aproximou da Plau com muito entusiasmo para conhecer o que fazemos, se inteirar dos processos da Printi e pensar como as duas empresas podem se ajudar mutuamente.

A conversa passou por vários momentos que moldaram esse caminho: a passagem pela Parsons, em Nova York; a origem do nome Plau — que começou como nome de uma fonte que desenhei em 2009 e virou o nome do estúdio em 2013 —; e a Globotipo, que sempre descrevo como o momento em que falei para mim mesmo que tinha zerado o jogo. Não porque o jogo terminaria ali, pelo contrário. Imaginei que, depois que a Globo fizesse uma fonte própria, outras empresas passariam a querer a sua também. E esse efeito dominó que eu esperava realmente aconteceu. É exatamente isso que acontece quando você investe anos educando um mercado.

Esse papo levantou outro tema interessante: o Thiago me perguntou se fontes são Capex ou Opex. Resumidamente, se são investimento ou gasto. Respondi que sempre evito jargões técnicos, mas que tenho 100% de convicção de que fontes são ativos de marca, por vários motivos.

O Frente Verso também foi a oportunidade perfeita para dizer com todas as letras algo que acho que nunca tinha colocado de forma tão clara em público: a Plau é uma empresa de conteúdo que tem como produtos textos, fontes e cursos. Parece exagero, mas é exatamente o coração do que fazemos. 

Nosso negócio é educar o mercado e o público sobre tipografia, e é a partir daí que fechamos projetos para clientes. É por isso que fazemos o Entrelinha, que produzimos cursos, que já fui coordenador de uma escola de design e que agora represento o Brasil no conselho da ATypI.

Não à toa a Printi se tornou nossa parceira, porque tem muito a contribuir com nossas iniciativas educacionais, como já vem fazendo.

E isso tudo é só um pedacinho do que conversamos no Frente Verso. Assista ao papo na íntegra no YouTube!

Fontes utilizadas nessa página
  • Vinila Regular
  • Guanabara Display Condensed
  • Dupincel S Regular
  • Odisseia Regular
Artigo escrito por

Rodrigo Saiani

Rodrigo Saiani é o fundador da Plau, que criou com o objetivo de espalhar pelo mundo sua paixão por tipografia. Atualmente, desenvolve fontes premiadas, lidera 
o time do estúdio tirando do caminho 
os obstáculos para que cada um possa focar na sua criatividade e cuida das planilhas da Plau com a mesma empolgação com a qual toca um projeto.